Trafego numa embriaguez dormente
Desfilando sem holofotes
Expondo náuseas de sigilos perdidos
Incorporo e absorvo as dores que vibram
No entorno passante e nos desconhecidos
No meu âmago doentio e de feridas abertas
Ah...
Já percorri esse caminho
Conheço as cores do seu chão...
Observo, silenciosamente,
O rumo a ser tomado dessa vez
O tempo passado
Faz com que o abismo seja mais profundo
E o mergulho é mais escuro
O caos é mais impregnante e devassador
A volta, inacessível
O tempo passado
Faz com que a escalada seja mais alta
E a contemplação mais prazerosa
O ensolarado é mais revelador e espetacular
O topo, permanente
Observo silenciosamente (e em segredo)
Apenas contemplo."
Por: Sandra Colleti - mais conhecida aos leitores como minha mãe.