25.6.12

O tempo não para.

Dias sim, dias não,
eu vou vivendo a vida nessa solidão. Eu não tenho data pra comemorar, minhas idéias não correspondem aos fatos. Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo o presente ir sem ser notado.

Quinze anos e agora sou menina moça. Moça de sonhos, moça de luz. Alegre, moça bonita, sorriso gostoso, olhos claros e escuros.
Mentira! Menina inocente, menina vítima. Triste, feia, sorriso apagado, olhos claros e escuros.
Mentira! Agora sou eu!
Agora sou mais eu. Moça menina, menina moça, pequena e enorme, cheia e vazia. Brilho, giro, amor pra dar. Crescida, madura, esperta, bobinha. Que escreve, que guarda, que pede, que diz, que convence, que canta, grita, ouve, escuta, olha, entende, abraça, cativa, irrita, aborrece. Não para, não fica, vem e vai, leva e deixa. Ilude e fantasia, experimenta, mente, finge sim, finge não, chora, quer, descobre, aprende. 

Levo uma vida sossegada, gosto de sombra e água fresca. Quanto tempo nós passamos sem saber? Baby, baby, não adianta tentar. Quando alguém está perdido, procurando se encontrar! Procurando qualquer lugar.
Somos feitos de cor, somos feito de gritos! Mudanças constantes, situação permanente. Deixe que pensem, deixe pensar. Deixe que digam, que falem, fale também!

De cada quinze anos, de cada ano novo, levar o melhor. O paraíso pode esperar, estamos apenas olhando a vida! Olhando os céus. Todo dia pode ser ano novo, todo dia é ano novo pra alguém. E vai ser pra sempre. De cada estrela, roube o brilho, de cada momento, a sensação. Quem vive de passado é museu - e também é humano. Mas o horizonte nunca some.

Agora sou moça menina, feita de tudo que vivi até aqui. Nem foi tempo perdido... Ainda somos tão jovens! 

Total de visualizações de página