Não tenho força pra lutar contra mim mesma
eu
meus fones de ouvido
minha mente conturbada
minha vida de brincadeirinhas
minhas perguntas não respondidas
eu
meu nome, meus olhos, alguma intensidade
minha dor
Não tenho mais sentido
Não tenho mais palavras pra escrever
Não tenho mais juízo
Não tenho mais ninguém pra recorrer
E todos esquecem, esquecem, esquecem, esquecem. Eu-me-lembro.
A chuva fina
Contra meus olhos quentes
Me fez fria
ou erva-doce. a sua fruta, em forma de semente, tem um sabor aromático forte e um odor poderoso. a semente de anis é usada como ajudante digestivo. todas as partes que ficam acima do solo de uma planta jovem de anis também são comidas. os caules são mais suaves no sabor do que os frutos.
25.11.13
13.11.13
Quem disse que lua não cura
Se eu morasse na lua,
estaria distante de tudo e de todos
E sozinha na lua,
não me sentiria mais sozinha do que me sinto aqui
Se meu lar fosse a lua,
de fase em fase, nos tornaríamos amigas
E amiga da lua,
não me sentiria tão sozinha quanto me sinto aqui
Ah, se eu pudesse deitar-me na lua
Seria toda dela, ela seria toda minha
De um jeito que ninguém nunca foi de ninguém
Se essa lua fosse minha
Faria do seu luar um luar mais belo ainda
Se somente essa lua
essa lua que não tem dono nem lugar certo do mundo
Se somente essa lua
tão como eu
Se somente ela fosse minha...
Ei,
vem ser sozinha comigo.
estaria distante de tudo e de todos
E sozinha na lua,
não me sentiria mais sozinha do que me sinto aqui
Se meu lar fosse a lua,
de fase em fase, nos tornaríamos amigas
E amiga da lua,
não me sentiria tão sozinha quanto me sinto aqui
Ah, se eu pudesse deitar-me na lua
Seria toda dela, ela seria toda minha
De um jeito que ninguém nunca foi de ninguém
Se essa lua fosse minha
Faria do seu luar um luar mais belo ainda
Se somente essa lua
essa lua que não tem dono nem lugar certo do mundo
Se somente essa lua
tão como eu
Se somente ela fosse minha...
Ei,
vem ser sozinha comigo.
10.11.13
Madrugada heavy metal
Te joguei na cara a verdade nua e crua
Já disposta a pagar o preço e correr os ricos
Ainda está tudo muito fresco
Agora me resta ignorar o medo e aguardar o que vem
Quero que você saiba que foi por amor
Uma dose egoísta de teimosia em aceitar a covardia alheia, sim
Mas principalmente por achar que vale a pena
Nunca quis te magoar, e sua dor dói em mim
Mas de dentro do meu âmago, digo: isso vem para o bem
Não tenho tanta pena, tenho mais fé e esperança
Ver essa parte sua - parte de encanto puro e genuíno - crescer será bonito.
E quem sabe apazigue um pouco dessa solidão que trago no peito
Porque sinto sua falta
Quando sinto seu cheiro
Já disposta a pagar o preço e correr os ricos
Ainda está tudo muito fresco
Agora me resta ignorar o medo e aguardar o que vem
Quero que você saiba que foi por amor
Uma dose egoísta de teimosia em aceitar a covardia alheia, sim
Mas principalmente por achar que vale a pena
Nunca quis te magoar, e sua dor dói em mim
Mas de dentro do meu âmago, digo: isso vem para o bem
Não tenho tanta pena, tenho mais fé e esperança
Ver essa parte sua - parte de encanto puro e genuíno - crescer será bonito.
E quem sabe apazigue um pouco dessa solidão que trago no peito
Porque sinto sua falta
Quando sinto seu cheiro
7.11.13
Me morde, te mordo
Te olhando agora
Me pergunto quem é você
Me olhando agora
Me pergunto o que você fez de mim
Quase sem querer
Cerrei pálpebras e me entreguei
No fim,
Você me jogou no chão junto com dor e solidão
Assisti minhas crenças desabando,
Uma por uma, num monte de terra suja
Enquanto sua sombra caminhava calmamente pra longe
Achei que te tinha. Você me teve
Estou perdida na minha fantasia, buscando alguém que nunca veio
Pra quem eu segredei as angústias de uma vida
Vou morrer calada agora.
(sinto falta daquele passado onde, pra me sentir protegida, te abraçava
será que esse foi real?)
UM BAQUE:
O presente foi interrompido bruscamente
Tudo aquilo que eu imaginava se desfez
Em cinco dias de chuva fria e parada
Os planos ficaram pra trás
A pergunta é se alguém se importa
A resposta é não
A pergunta é se eu estive realmente sozinha todo esse tempo
Não quero te ouvir dizer sim
Vou me machucar
Sangrar o sangue que estava disposta e te dar (aquele que nunca quis que me tirassem do corpo)
Rasgar a garganta se preciso
Mas revido nesse mundo desgraçado
E depois sigo vivendo, como todos
Me pergunto quem é você
Me olhando agora
Me pergunto o que você fez de mim
Quase sem querer
Cerrei pálpebras e me entreguei
No fim,
Você me jogou no chão junto com dor e solidão
Assisti minhas crenças desabando,
Uma por uma, num monte de terra suja
Enquanto sua sombra caminhava calmamente pra longe
Achei que te tinha. Você me teve
Estou perdida na minha fantasia, buscando alguém que nunca veio
Pra quem eu segredei as angústias de uma vida
Vou morrer calada agora.
(sinto falta daquele passado onde, pra me sentir protegida, te abraçava
será que esse foi real?)
UM BAQUE:
O presente foi interrompido bruscamente
Tudo aquilo que eu imaginava se desfez
Em cinco dias de chuva fria e parada
Os planos ficaram pra trás
A pergunta é se alguém se importa
A resposta é não
A pergunta é se eu estive realmente sozinha todo esse tempo
Não quero te ouvir dizer sim
Vou me machucar
Sangrar o sangue que estava disposta e te dar (aquele que nunca quis que me tirassem do corpo)
Rasgar a garganta se preciso
Mas revido nesse mundo desgraçado
E depois sigo vivendo, como todos
2.11.13
morrer dormir dormir talvez sonhar
estou encarando o abismo de perto agora
desconheço o sabor, a textura, a cor
mas sei que há um pouco de mim lá
assim como ainda há um pouco de você em mim
não me olhe agora, minha boca está vermelha demais
não de beijos
meus olhos estão gelados e aguados demais
não de frio
nada está no lugar
vou rasgar com os dentes esse mundo maldito
correr pra não sei onde
e nada vai ficar no lugar
desconheço o sabor, a textura, a cor
mas sei que há um pouco de mim lá
assim como ainda há um pouco de você em mim
não me olhe agora, minha boca está vermelha demais
não de beijos
meus olhos estão gelados e aguados demais
não de frio
nada está no lugar
vou rasgar com os dentes esse mundo maldito
correr pra não sei onde
e nada vai ficar no lugar
1.11.13
12:40
Guardou o material, se esforçou para caber no meio da muvuca. Desceu escadas. Passou pela porta da escola no meio de tantos outros adolescentes, crianças, colegas. Via neles outras idéias, sentimentos, pensamentos que talvez nem estivessem lá. Mas era bom crer.
Saiu pelo portão debaixo do sol, se demorou um pouco conversando com os amigos. Despediu, beijou o namorado, desceu a rua. Namorado? Vida estranha. Ligou pra mãe, ia almoçar com o pai. Virou a direita no fim da esquina e seguiu reto.
13:00
Enquanto caminhava, olhava o mundo. Lhe passava tanto pela cabeça que se perdia. Passando pelo clube, sentiu o velho cheiro de sauna. De repente:
- Ei, mocinha!
Sobressaltou-se. Girou 180 graus nos tornozelos. Era o pai.
- Nossa, não te vi aí.
- Daquela vez eu não te vi, dessa você que não me viu.
Semana passada eles almoçaram separados, no mesmo restaurante. O pai não a viu, apesar de estar de frente para as costas dela. Se aperceberam somente na saída. Vida estranha.
Voltando: saudade, abraço. Continuaram a curta caminhada para o restaurante. Chegaram. Bonito lá.
13:10
Se serviu e foi para fora. Mesa de madeira numa espécie de jardim. Haviam duas: uma vazia, na outra dois homens. Moços. Na mesa deles, somente dois copos vazios. Olharam não tão discretamente. Perfurou de volta, pensando nas sacanagens que ouvia nas ruas. Não era o caso. Sentou-se e pôs-se a esperar o pai.
Os companheiros ao lado falavam audivelmente. Um deles ainda olhava de lado. Encarou. Ouviu.
- ... Quer dizer, qual é o sentido, cara? Eu vivo me perguntando isso.
- Acho que o negócio é ser feliz. Ela é sua esposa, vocês se parecem de algum jeito.
Curiosidade acendeu. Interesse despertado. Quem eram? O mais jovem ainda analisava pelo canto do olho, como se a estivesse medindo.
O pai chegou. Sorrisos, almoço agradável.
13:30
Os rapazes da mesa ao lado continuavam conversando. Fim do almoço. Gelatina de sobremesa. Se levantaram para ir embora. Olhou uma última vez, ainda curiosa. Vida estranha. Mas foi embora.
Na semana seguinte questionariam sua indignação perante a sujeira do mundo. Ficaria triste.
As coisas tristes ainda estavam começando.
Guardou o material, se esforçou para caber no meio da muvuca. Desceu escadas. Passou pela porta da escola no meio de tantos outros adolescentes, crianças, colegas. Via neles outras idéias, sentimentos, pensamentos que talvez nem estivessem lá. Mas era bom crer.
Saiu pelo portão debaixo do sol, se demorou um pouco conversando com os amigos. Despediu, beijou o namorado, desceu a rua. Namorado? Vida estranha. Ligou pra mãe, ia almoçar com o pai. Virou a direita no fim da esquina e seguiu reto.
13:00
Enquanto caminhava, olhava o mundo. Lhe passava tanto pela cabeça que se perdia. Passando pelo clube, sentiu o velho cheiro de sauna. De repente:
- Ei, mocinha!
Sobressaltou-se. Girou 180 graus nos tornozelos. Era o pai.
- Nossa, não te vi aí.
- Daquela vez eu não te vi, dessa você que não me viu.
Semana passada eles almoçaram separados, no mesmo restaurante. O pai não a viu, apesar de estar de frente para as costas dela. Se aperceberam somente na saída. Vida estranha.
Voltando: saudade, abraço. Continuaram a curta caminhada para o restaurante. Chegaram. Bonito lá.
13:10
Se serviu e foi para fora. Mesa de madeira numa espécie de jardim. Haviam duas: uma vazia, na outra dois homens. Moços. Na mesa deles, somente dois copos vazios. Olharam não tão discretamente. Perfurou de volta, pensando nas sacanagens que ouvia nas ruas. Não era o caso. Sentou-se e pôs-se a esperar o pai.
Os companheiros ao lado falavam audivelmente. Um deles ainda olhava de lado. Encarou. Ouviu.
- ... Quer dizer, qual é o sentido, cara? Eu vivo me perguntando isso.
- Acho que o negócio é ser feliz. Ela é sua esposa, vocês se parecem de algum jeito.
Curiosidade acendeu. Interesse despertado. Quem eram? O mais jovem ainda analisava pelo canto do olho, como se a estivesse medindo.
O pai chegou. Sorrisos, almoço agradável.
13:30
Os rapazes da mesa ao lado continuavam conversando. Fim do almoço. Gelatina de sobremesa. Se levantaram para ir embora. Olhou uma última vez, ainda curiosa. Vida estranha. Mas foi embora.
Na semana seguinte questionariam sua indignação perante a sujeira do mundo. Ficaria triste.
As coisas tristes ainda estavam começando.
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