São tantas as palavras e tentativas inúteis dessa humanidade fracassada, desse povo iludido. São poemas, desenhos e histórias. São rabiscos, desejos e fotos. Ah, mortais, eles bem tentam registrar essa passagem insignificante no mundo.
Pensam que podem com cada olhar, com cada suspiro. Julgam que conseguem e se iludem, se iludem! Se iludem admirando uns aos outros e as obras alheias. E também há aqueles ainda mais infelizes: os presos em si mesmos. Esses explodem de emoções e buscam consolo nos traços que encontram por aí.
Pobres coitados, eles imaginam, e não passa disso, que sabem alguma coisa. Acham que podem com o que intitularam de vida. E vão, estudam e trabalham, provam e descansam, pintam e retratam. Para cair no mesmo buraco.
Vão construindo a própria armadilha, vão cavando a própria cova. Manipulam uns aos outros, os desgraçados, e tentam se impôr!
Concebem conceitos para amar se privando da leveza. Nem os mais cobiçosos se safam!
Fingem o tempo todo, sem tomar conhecimento. E ainda se dizem espertos, diferenciados. Pode essa? Cada qual com teu papel e vão vivendo esse teatro. Cada qual com tuas idéias e vão desfilando nesse palco. Mas quanta falsidade.
Além do possível, eles se encantam, os sedentos! Tantas luzes e tantas cores que perdem-se no infinito. Criam regras e desregras, pedem ajuda e buscam socorro. Falam do tempo, refletem longamente sobre a existência. Mas não se dão conta dela! E assim, vão inventando emoções e descrevendo sensações... Simplórios.
Vejo cada um crendo em cousa nova, vejo cada olho buscando seu arco-íris. Tão inseguros, tão necessitados... Mas foram eles que inventaram a insegurança! Ah, quantas mentes maleáveis, sujas e ricas.
Cada um na tua crença e vão mergulhando nos dilemas. Se perdem nas angústias, buscam a salvação na criatividade. São subjetivos mas objetivos, são fortes mas incapazes. Ô realidade contraditória!
Espíritos inertes, seguem com seus exércitos de zumbis, corpos adormecidos cobertos de poeira. Creem em tudo e todos, mas desconfiam do enorme resto.
Ignorantes, tão ingênuos! Não sabem o quanto estão certos, fantasiando o universo dessa maneira. Todos com um livro no bolso repleto desses segredos inimagináveis, invejáveis e mágicos. Nem o mais ousado dos sonhos poderia chegar perto de querer (ou ter) o tesouro que realmente tem. E os tolos ainda buscam pelo segredo da felicidade.
ou erva-doce. a sua fruta, em forma de semente, tem um sabor aromático forte e um odor poderoso. a semente de anis é usada como ajudante digestivo. todas as partes que ficam acima do solo de uma planta jovem de anis também são comidas. os caules são mais suaves no sabor do que os frutos.
29.4.12
2.4.12
Luz dos olhos teus
Você me fita com esses sóis misteriosos,
e eu sinto, eu vejo.
A firmeza, a certeza e a segurança desse brilho tão particular.
E ele toca, invadindo, despindo e enxergando.
Então chega o calor que seus raios esqueceram...
Sem queimaduras, sem dor.
Aquele conforto de mãe, com o toque do amigo
e o carinho do amor.
Pronto, irradiou!
Agora dê-se por satisfeita,
pois chegou o alívio de mais uma criatura
que o seu olhar tocou.
e eu sinto, eu vejo.
A firmeza, a certeza e a segurança desse brilho tão particular.
E ele toca, invadindo, despindo e enxergando.
Então chega o calor que seus raios esqueceram...
Sem queimaduras, sem dor.
Aquele conforto de mãe, com o toque do amigo
e o carinho do amor.
Pronto, irradiou!
Agora dê-se por satisfeita,
pois chegou o alívio de mais uma criatura
que o seu olhar tocou.
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