1.12.12

Por que me render ao mundo?

Quando ainda tenho tanto para dar.
Não toco os padrões -
enxergo-os.
Posso me render ao mundo,
entrar no frenesi humano,
Os batimentos instáveis, intensos e entorpecidos.
Todas as maravilhas,
entre o nojo profundo e desesperado.
E se me render ao mundo,
à paredes tão concretas,
na pressão infinita,
entre sonhos volúveis,
cheios de dúvidas do mais íntimo,
no tráfego de mentes - sem paradas ou freios, até a morte.

Ainda seria eu?

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