25.7.14

Monstros

Tudo ao redor pega fogo, incendeia
Toco o meu corpo e desfaço em areia
Eles estão à espreita, com garras e dentes
Vão destruir o que houver pela frente

Reunidos, sádicos, na última ceia
De prato principal aquela triste sereia
Que costumava cantar, num choro que mente
E diz que consegue lidar com o que sente

Mas vê-se que é tarde, e já se semeia
Aquilo que ninguém no mundo nomeia
Ao longe e tão perto, o abismo estridente
Reino da chama, do falso e não quente

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