10.12.16

anestesia

O gosto racional da solidão me seca a boca. 
Ninguém tem ninguém, nunca vai ter, e isso não me toca. Resta uma revirada de olhos. 

Qual seria a outra resposta lógica? 

O mundo é um grande-nada-fracamente-preenchido-pela-esquizofrenia-coletiva. 

Nesse meio tempo, os olhos azuis da sócio-cultura censuram o meu - e o nosso - comportamento auto-destrutivo. 

Será que alguém realmente se importa com o que quer que seja? 

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