7.8.13

Num escuro qualquer

Escuto sua respiração perto de mim
Você anda tão calmo...
Mas meu sangue está fervendo! 

No escuro eu observo, fissurada, seus olhos caramelo
No mesmo escuro, eu toco seus lábios chocolate:
Quero novos sabores seus.

Mas se estamos a dois centímetros um do outro, 
Por que sinto como se fossem metros infinitos?
E por favor, não me toque com esses dedos frios,
Meu corpo está escorrendo calor.

Penso sozinha:
Socorro, socorro. Socorro.
E, por fim, sussurro -
Qual a porra do sentido da vida?

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