Ando pelas calçadas molhadas e sujas: aqui e ali as pessoas me encaram
Eu as perfuro de volta, com um olhar que pede e que briga
Ninguém realmente se importa - nem mesmo eu
Você não pode jurar que nunca me fará chorar
Lágrimas, chuva e saliva na minha boca
Hoje o gosto é o mesmo
Finalmente virei a esquina. De súbito paro, assustada.
Pra onde estou indo?
Você me deixou aqui assim, e não vejo outros ou outras em volta
Estou gritando que você não pode jurar que nunca me fará chorar
Aquilo em que eu acreditava era falso
E agora tropeço comicamente pelos caminhos molhados dessa chuva lamacenta
A verdade é que somos jovens e somos nada
O vento velho arde nos novos olhos
E o amanhã nunca existiu.
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