3.9.13

O amanhã não existe

Can you feel me?

Ando pelas calçadas molhadas e sujas: aqui e ali as pessoas me encaram
Eu as perfuro de volta, com um olhar que pede e que briga
Ninguém realmente se importa - nem mesmo eu

Você não pode jurar que nunca me fará chorar
Lágrimas, chuva e saliva na minha boca
Hoje o gosto é o mesmo

Finalmente virei a esquina. De súbito paro, assustada. 
Pra onde estou indo?
Você me deixou aqui assim, e não vejo outros ou outras em volta

Estou gritando que você não pode jurar que nunca me fará chorar
Aquilo em que eu acreditava era falso
E agora tropeço comicamente pelos caminhos molhados dessa chuva lamacenta

A verdade é que somos jovens e somos nada
O vento velho arde nos novos olhos
E o amanhã nunca existiu.

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