11.12.16

Eu quero aprender todas as línguas do mundo pra ver se em alguma encontro as palavras que preciso dizer

Sabe quando a gente tem a impressão de que o mundo só existe até onde a gente vê? Tudo a nossa volta está lá apenas para nos fazer acreditar que a realidade não é mentira. Meio Matrix.

É como se eu fosse uma das figurantes que estão ali pra tornar a realidade mais crível, mas por algum acaso infortúnio, deu erro: eu continuei existindo no vazio da realidade - que não é real -, e agora não tenho rumo nenhum.

O que esperamos? Essa vaga expectativa não confessada de que apareça alguém do impossível chão e enxergue toda a subjetividade; que nos toque de verdade, na nossa verdade, e que se deixe tocar. É menos provável isso acontecer do que a vida de repente ser a HQ do Scott Pilgrim.

E ainda assim, como abdicaria da vida alguém que vê arco-íris nas bolhas da espuma do café? O café que toma só.

Eu vou aprender todas as línguas do mundo pra ver se em alguma encontro as palavras que preciso
dizer pra melhor convencer o eco de que eu preciso
dizer algo que não volte.

Um comentário:

  1. Realidade: Algo interessante sobre a realidade é que, por mais que nos façam crer que é unitária, é simples apontar o contrário, assim como a sociologia precisa, constantemente, estudar as sociedades sem fazer apontamentos baseados nos conceitos e preceitos da cultura do pesquisador ("não veja os outros por suas lentes, dispa-se delas para poder ver melhor o que realmente ocorre"), precisamos entender o real como relativo, o que é real para um fazendeiro é irreal para um advogado que vive em uma cidade grande.
    Quando a física aprendeu o conceito de relatividade (não a de Einstein, mas a de algo ser alterado dependendo do ponto de vista) toda a forma de estudar fora alterada. O que realmente é... digamos, interessante, é que independente do que seja, nada é o mesmo em todos os pontos da crosta de nosso planeta. O que é lindo.

    Saudade: Uma das palavras mais bonitas, em minha humilde opinião, não é segredo a ninguém que ela é exclusiva do português (os franceses adotaram). Quando pensamos em linguagem é lindo ver como cada língua se desenvolveu de forma a se encaixar perfeitamente à sociedade na qual ela é utilizada, por essas e outras a filosofia alemã é tão avançada quando comparada a nossa.
    As palavras são, como você sabe, a forma mais inteligente de apresentar o que um está sentindo no momento, o que me deixa intrigado é saber: porque só o português tem uma palavra para o sentimento de tristeza pela falta da presença de algo ou alguém, sendo que todos os seres humanos (animais também) sentem saudades?


    Ass.: Não Anônimo.

    ResponderExcluir

nossa
você aqui?

Total de visualizações de página