18.12.22

they say they're surprised 

but I ain't

I've always known the end was coming

I've known it since the day I was born

death is all around us 

death's been caressing me all these years 

once upon a time we looked deep into each other's eyes 

I can still see that burning glance whenever I want 

but there was no heat at all 

just cold 


you ask me what shall we do now 

while we wait for these last few hours to dance by us 

you say "baby, what will we do? what will we do?" 

you're scared and you're trembling 

but I'm as at ease as I've always been 

we'll do what we've always done 

we'll pretend we're living  

when we're actually just waiting 

so lay on my chest for the last time

and let me calm you down


look up, baby 

you'll see the glow 

calm down, baby 

it's not that cold


12/10/2020

12.10.21

ainda estaria aqui se fosse livre pra ir embora? acho que não. se por impulso ou lógica, irrelevante. o resultado seria o mesmo. às vezes eu quero ir.

24.3.21

mama how can i be free

they still accuse you through me 

but why should i be ashamed 

you raised me, 

you literally made me 


mama how can i let go 

these old patterns can't stay 

they're taking up too much space on me

it's showing,

i'm showing


mama my friends are all gone

have they left me or have i left them?

i look around and i don't see their old faces

we've broken up,

i've been broken again


mama i love you

but i'm changing

nothing hurts anymore, 

i feel kinda free

i ain't the kid i used to be

1.12.20

 não sei se tô aqui pra viver algum tipo de karma que me faz estender a mão tantas vezes. mas eu estendo. com o tempo deixei de ter medo de não encontrar nada e tateio no escuro sempre que posso a procura do toque. do toque que já esteve ali. dos dedos mindinhos que fizeram promessas. a vida inteira parece muito pra muita gente, mas é só começo pra mim. o começo do tempo que passaríamos juntos. de todas as formas. 

30.9.20

abri essa página e percebi que, pela primeira vez em um bom tempo, estava em vias de deixar passar dois meses inteiros sem estar aqui. 

e é pelo desejo de que isso não aconteça que escrevo; mas escrever o quê? é foda quando a garganta tá muda. 

ontem eu me vi tão desamparada que fui conversar com a sua irmã [na falta da minha, que está internada. mais uma vez. de novo. e no meu terror minimalista eu aguardo o desenrolar do ciclo. mas isso já é outro post, né?] fui conversar com a sua irmã pra sentir que ainda existe uma ligação, mesmo que podada, mesmo que machucada. tão machucada. 

chegou a minha vez, afinal, de estar machucada. e de pedir socorro. mas a quem? você não está. você faz questão de não estar. 

minha criança tem tido tantas perguntas bobas e amedrontadas pro mundo. eu tenho me sentido sozinha num tanto que me dá medo. fazia tempo. 

queria dizer que vou tentar voltar pra cá, que vou tentar voltar pra mim, mas é mentira. 

eu precisaria de uma mão pra me puxar daqui. uma mão, um braço, talvez um corpo inteiro. mas tudo em volta de mim é silêncio e nem o meu próprio corpo existe mais. tudo é fragmento. tudo é alucinação. tudo é a breve ilusão daquela ligação que mantinha a minha fé na vida viva. mantinha. no pretérito. 

e nessa nova realidade, você tá sumindo. involuntariamente, te acompanho. sinto que qualquer dia desses eu vou evaporar e virar nuvem. tomara. e tomara que lá em cima haja paz. 

19.7.20

revolução; substantivo feminino, 1. ato ou efeito de revolucionar(-se), 2. o retorno periódico de um corpo astral a um ponto da própria órbita

eu preciso do mundo em suspensão
por um instante só
que me permita enxergar se esses ciclos são mesmo ciclos
se é tudo assim, repetitivo
se é tudo assim, repetitivo
se 
é
tudo
assim,
repetitivo.


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