ainda estaria aqui se fosse livre pra ir embora? acho que não. se por impulso ou lógica, irrelevante. o resultado seria o mesmo. às vezes eu quero ir.
ou erva-doce. a sua fruta, em forma de semente, tem um sabor aromático forte e um odor poderoso. a semente de anis é usada como ajudante digestivo. todas as partes que ficam acima do solo de uma planta jovem de anis também são comidas. os caules são mais suaves no sabor do que os frutos.
12.10.21
24.3.21
mama how can i be free
they still accuse you through me
but why should i be ashamed
you raised me,
you literally made me
mama how can i let go
these old patterns can't stay
they're taking up too much space on me
it's showing,
i'm showing
mama my friends are all gone
have they left me or have i left them?
i look around and i don't see their old faces
we've broken up,
i've been broken again
mama i love you
but i'm changing
nothing hurts anymore,
i feel kinda free
i ain't the kid i used to be
6.3.21
1.12.20
não sei se tô aqui pra viver algum tipo de karma que me faz estender a mão tantas vezes. mas eu estendo. com o tempo deixei de ter medo de não encontrar nada e tateio no escuro sempre que posso a procura do toque. do toque que já esteve ali. dos dedos mindinhos que fizeram promessas. a vida inteira parece muito pra muita gente, mas é só começo pra mim. o começo do tempo que passaríamos juntos. de todas as formas.
30.9.20
abri essa página e percebi que, pela primeira vez em um bom tempo, estava em vias de deixar passar dois meses inteiros sem estar aqui.
e é pelo desejo de que isso não aconteça que escrevo; mas escrever o quê? é foda quando a garganta tá muda.
ontem eu me vi tão desamparada que fui conversar com a sua irmã [na falta da minha, que está internada. mais uma vez. de novo. e no meu terror minimalista eu aguardo o desenrolar do ciclo. mas isso já é outro post, né?] fui conversar com a sua irmã pra sentir que ainda existe uma ligação, mesmo que podada, mesmo que machucada. tão machucada.
chegou a minha vez, afinal, de estar machucada. e de pedir socorro. mas a quem? você não está. você faz questão de não estar.
minha criança tem tido tantas perguntas bobas e amedrontadas pro mundo. eu tenho me sentido sozinha num tanto que me dá medo. fazia tempo.
queria dizer que vou tentar voltar pra cá, que vou tentar voltar pra mim, mas é mentira.
eu precisaria de uma mão pra me puxar daqui. uma mão, um braço, talvez um corpo inteiro. mas tudo em volta de mim é silêncio e nem o meu próprio corpo existe mais. tudo é fragmento. tudo é alucinação. tudo é a breve ilusão daquela ligação que mantinha a minha fé na vida viva. mantinha. no pretérito.
e nessa nova realidade, você tá sumindo. involuntariamente, te acompanho. sinto que qualquer dia desses eu vou evaporar e virar nuvem. tomara. e tomara que lá em cima haja paz.
22.7.20
19.7.20
revolução; substantivo feminino, 1. ato ou efeito de revolucionar(-se), 2. o retorno periódico de um corpo astral a um ponto da própria órbita
por um instante só
que me permita enxergar se esses ciclos são mesmo ciclos
se é tudo assim, repetitivo
se é tudo assim, repetitivo
se
tudo
assim,
repetitivo.
15.7.20
tomara que você de quebra não tenha pego covid-19
queria te levar embora, te transportar pra um outro mundo, qualquer outro mundo.
em tempo eu quero escoar todas as cenas da emergência pra fora de mim. mas se acontecer de novo, vou estar lá. todas as vezes, em todas as realidades.
a sorte é que, mesmo agora e com as lembranças mais duras, na minha cabeça também fica o seu carinho comigo. é tão intenso e tão de verdade que às vezes eu fico na espera de que se materialize na forma de qualquer coisa boa. eu queria que se materializasse na forma de qualquer coisa boa.
durmo, durmo e talvez sonho.
e algum dia,
quiçá em algum sonho,
a gente se reencontra. até lá, fica bem. fica bem por você.